Meu Brasil Varonil,
Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou. Nestes novos dias, as alegrias serão de todos que acessarem este blog porque tenho um estagiário! Aeeeeeeeee! um parceiro no blog, meu amigo de fé, meu irmão camarada, Bruno Farnese.
Aproveito e peço para todos que acessam esse humilde blog que cliquem nas caixinhas de opinião do texto, até mesmo para saber se eu assino a carteira dele ou se mando ele embora, rsrs.
Acho que ele irá escrever por aqui todas as sextas. Vamos ver... Mas tá aí o primeiro texto do rapaz:
Lenda do Interior
Nunca senti tanto medo como quanto aquele
dia, quando soube da história da mãe do Ouro.
Você já ouviu?
Existem várias versões, mas a que eu escutei foi lá
da cidade de São João de Rey. Dizem que é a lenda mais verdadeira que existe.
Era feriado de escola e um garoto de cidade grande
precisa de uma oportunidade para viajar para algum lugar que possa aproveitar a
infância livremente, e visitar minha família do interior era o que eu mais
gostava de fazer. Oh tempo bom que não volta mais, sô!
Época que a gente jogava bola na rua, soltava pipa
com cerol e ninguém morria por causa disso, fazíamos carrinho de rolimã,
tocávamos as campainhas das casas já saindo correndo logo pensando - “Se pegar
a gente, fudeu!”.
Sem contar as historias que os antigos contavam
para gente. Ficávamos “viajando” nas hipóteses loucas do tipo, “e se esse tal de
homem do saco for verdade? Vai pegar a gente por causa das campainhas tocadas!”
ou “E se a historia do cachorro gigante for verdade?”. Mas a historia que mais
impressionou a mim e meu primo Marco foi iniciada por outro primo, Mateus, irmão
do Marco, que começou a contar enquanto estávamos na laje da casa deles,
soltando pipa.
- Que história
é essa, Mateus?
-Você não
conhece? E apontou para um morro que
ficava em frente a sua casa, onde fica o famoso Cristo da cidade de São João
Del Rey.
Nesse momento, eu, com apenas 09 anos, e meu primo
Marco , com 10, escutávamos aquela historia, contada por Mateus já com 15 anos
e repleto de “maldade”, com os olhos arregalados.
- Ela aparece
bem ali, nesta época de quaresma... Muitas pessoas já sumiram e muita gente
sabe a verdade...
Nem vi o momento que eu perdi minha pipa feita de
sacola do supermercado Mineirão (Belo Horizonte) diante de tanta apreensão. Meu
olhar se perdia naquele morro, coberto por um verde vivo, hortas de fundo de
casas que pareciam uma “selva” de tão grande.
- Bruninho,
ei... Que foi, menino?
-
Não....nã....nada não Mateus....
- E você Marco,
Pra onde você ta indo?
- Vou pegar
mais papel de seda e pedaço de bambu ....
- Espera, deixa-me
acabar de contar para vocês, é muito legal ficar sabendo.
E os dois garotos ingênuos ficaram para escutar
aquela historia que o adolescente maldoso continuou a contar.
- A mãe do
ouro , um ser misterioso, se ela aparecer na frente de vocês, já era...
- O quê que
acontece? – Perguntei rapidamente.
- Bem, você
vira ouro, vira uma estátua e nunca mais volta ao normal, ela aparece de noite,
nesta época de quaresma...
Engoli seco, percebi o semblante assustado do meu
primo Marco, mas quis amenizar a situação.
- Ah Mateus, agora
você vai me dizer que o lobisomem vai aparecer também! Hahahaha!
E Marco acompanhou meus escandalosos risos, que
simplesmente eram para camuflar o medo que predominou em nós.
Mateus ficou parado nos olhando, sério, sem
demonstrar nenhuma reação e se virou para a porta para sair do local.
- Espero que
ela perdoe vocês...
Neste momento o silêncio reinou.
Eu e Marco ficamos conversando sobre outros
assuntos, mas não dava para tirar a ideia horrível que de aquele dia poderia
ser o último de nossas vidas.
- Cara, vamos ficar tranqüilos....
- Isso mesmo, é mentira essa história...
Quando deu 22 horas, o sino da igreja mais próxima
tocou. A apreensão aumentava a cada minuto...
- Meninos,
hora de ir para cama! Apaguem as luzes e vão dormir...
Aquelas palavras da minha tia soavam como uma
sentença de morte para a gente. Não tinha como disfarçar o medo e angústia.
-Marco, o que
vamos fazer? – Olhei para ele, esperando uma resposta corajosa de um primo um
ano mais velho.
- Marco,
Marco...
De repente, meu primo saiu correndo para o armário da
sala, pegou uma imagem de Nossa Senhora e foi para o quarto, deitando abraçado com
ela...
Pensei logo: “ Fudeu! Agora quem poderá me defender
se ele pegou a única imagem que tinha aqui?” e meus olhos começaram a
lacrimejar... “Não, eu tenho que ser firme...”
- Marco,
larga de ser medroso cara, vamos fazer o seguinte: Vamos olhar para o morro. Se
a gente ver algum ponto de luz, a gente corre pra cá e ficamos aqui trancados, beleza?
- Certo,
vamos então....
Parecia filme de terror mesmo!
Fazia um barulho do vento da madrugada e a gente
abrindo a porta que ligava a sala do segundo andar com a laje. Fomos devagar
até a beirada, quando, de repente, o terror tomou conta da gente.
Corremos igual um peido para dentro da casa.
Vimos vários pontos de luzes. Pensei: “Mexemos com
a mãe e agora veio a família inteira vingar dos insultos e estamos perdidos, a
guerra esta decretada”. Eu e Marcos começamos a chorar em prantos e calados e
não podíamos fazer barulho senão mais mortes poderiam acontecer.
- Marco vem
cá, por favor, vamos ficar aqui embaixo da cama...
Mas nem precisava falar pois ele já estava ao meu
lado, chorando abraçado com a imagem de Nossa Senhora.
- Ave Maria, cheia de graça....
- Pai nosso...
O problema foi que ouvimos barulhos de alguém vindo
em nossa direção e quem poderia ser?
O filho do Ouro, o pai, o padrasto? Só sei que a
morte estava mais próxima... Olhei para o relógio da parede, 2 horas da manhã
...
- Temos q
ficar quietos... – sussurei....
De repente a porta do quarto se abre e...
- Ahhhhhh!!!!
- Ahhhhhh!!! - Minha tia gritou assustada - Meninos, que isso? O que tá acontecendo?
A cavalaria chegou e a felicidade voltou para as
nossas vidas. Desabafamos com minha tia e a ela nos explicou que as luzes eram
as casas do morro, obviamente com luzes acesas...
Estávamos salvos.
Só não sei porque, no dia seguinte, Mateus ficou de
castigo, sem soltar pipa...
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Gostei muito do texto, tive um momento nostalgico - lembranças da minha infancia. Ouvi outra versão dessa lenda uma vez, mas enfim, adorei!
ResponderExcluirps. vc é um gatinho... beijuuusss
Agradeço as palavras carinhosas...Espero que vc goste dos futuros textos! abraços.
ExcluirÉ primo, parece até q eu voltei no tempo. Ri mto lembrando de cada cena escrita por vc. Cara vc tinha q ser escritor, colocou drama em tudo.
ResponderExcluirFoi bom lembrar dessa história, qdo eu tiver um filho e tiver certa idade, já sei como ele irá me obedecer.kkkkkk "Aaaaaaaaah Meniiiiiiiiino se não fizer isso a Mãe do Ouro te pega"kkkkkkkkkkk.
PS. Eu só repassei essa história de horror,pq fizeram o mesmo comigo qdo era criança.Conhece o Itamar q trabalha com o Marco? Temos q perguntar quem assustou ele qdo criança. rs
Valeu primo abração e parabéns pela ótima narração.
Kkkk Bons tempos heim Mateus, issso tudo mostra como voces vivenciaram bem a infancia de voces!!!! Eta saudade boa!!! Bjs
ExcluirAgradeço as palavras de um irmão...Q faz parte da minha lembrança sempre! obrigado!
ExcluirKkkk Bruninho eu ri demais!!!!! O Mateus sempre aprontando com vc e o Marco kkkk!!!!! Sem contar que recordo q noutro dia vc e Marco na sacada da casa do Mario Lucio, me perguntavam sobre a mae do ouro, agora tá explicado!!!!! Ahhh Mateussss!!! Kkkk Parabéns Filhao , Voce Vai Longe!!!!Bj
ResponderExcluirMuito obrigado pelas palavras! bjos
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