Tudo
bem, eu vou respeitar as ordens do dono do blog, não vou citar nome do time do
coração. Mas quem é, sabe...
Um
dia especial é quando tem jogo do clube glorioso do estado, time do meu
coração. Juro que não tinha me programado e não sabia onde iria acompanhar mais
um momento de sintonia com o glorioso.
-
Jorge?
-
Oi mãe...
- Quanto
que tá o jogo do Brasil de futsal?
- Brasil
tá ganhando de 1 x 0, gol de um menino novo... – eu já pensando q poderia ser
jogo do glorioso com gol do Godofredo, camisa 10 do time, que está sendo vaiado
pela torcida predominantemente...
- Que bom hein, e o glorioso? Que horas que
ele joga?
-
Às 17 h, mamãe!
- Jorginho,
a gente poderia ver o jogo juntos, o que acha?
Eu
pensei bem antes de responder. Não poderia ser ríspido com minha querida mãe.
Graças a Deus eu estava em um dia abençoado e não estava a fim de encontrar com
meus amigos de golo para mais uma resenha esportiva, queria ficar tranquilo...
Então respondi algo inédito:
-
É, uma boa ideia, vamos sim, pra onde que você quer ir?
Os
olhos da minha querida mãezinha estavam brilhando... Isso me deixou cheio de
orgulho, pensei “puxa, evolui, deixei minha mãe feliz, talvez, pela primeira
vez na vida de fato, kkkk”.
-
Jorginho, que supimpa! Vamos ao Girino Pizzaria, que tal?
-
Mãe, lá é caro, é numa praça que é lotado de menino andando de skate que não tá
nem ai com os carros que estão estacionados nas mediações, será que é uma boa
ideia?
Olhei
a cara de desapontamento e não esperei a resposta...
-
Tudo bem, mamãe! Vamos lá...
Não
esperei outra oportunidade, peguei minhas coisas e tirei o carro da garagem.
Ela entrou como se fosse um menino doido para ir a um parque de diversões.
Estacionei
e entramos no restaurante.
Conhecemos
todos os garçons, principalmente o Moura. Um cara super 10, o mais velho da
casa, aquele que os clientes assíduos sempre estão querendo seu atendimento,
tem o dom.
-
Jorge, Cássia! Que beleza a presença de vocês! Uma mesa perto da TV, é claro...
glorioso jogando....
-
Isso aí! E uma bem gelada por favor, Moura!
- Só
um instante!
E
o juiz apita, começa o primeiro tempo...
Bebendo
aquela gelada ao lado da.... Mamãe... Interessante, nunca tinha passado por
isso. Sempre era com o Pai que morava em outra casa com outra mulher.
-
Mãe, será que o glorioso vence?
Narrador: Falta no jogador
Godofredo...
-
Vai ser gol agora, meu filho...
Narrador: E vai o revelação do
campeonato, Bernardo... vai bater: é caixote!!!!!!!!!!!!!!!!! Gol!!!!!!!!!!!!!
Estava
nas nuvens... Abracei minha mãe, cumprimentei as pessoas da mesa ao lado, afinal
de contas é cultura da torcida que torce para o glorioso.
-
Glorioso...
Mas
o momento bacana passou rápido, gol do adversário foi bem rápido, empatou...
Fiquei apreensivo, critiquei o lateral nosso e o torcedor que estava na mesa ao
lado escutou:
-
Cara, você ta de brincadeira, ele tá jogando bem...
Na
mesma hora o time estrela solitária desempatou...
Fiquei
“pê da vida”... Sou muito supersticioso, dessa forma pensei que a falta de
sintonia foi culpada do gol de desempate.
Fiquei
calado, pensando em tudo de ruim, não sabia o que pensar, não acreditava na
falta de sorte do meu time...
-
Calma Jorginho, o Glorioso vai empatar...
Acabou
o primeiro tempo... Moura trouxe mais uma gelada. Fiquei calado cabisbaixo.
Minha querida mãe, esperançosa, parecia q sabia do futuro, talvez, feliz...
Narrador: Impedimento mal marcado
atrapalhou o glorioso...
Pensei,
“Normal, time mais roubado nesse mundo”.. Mas no fundo estava esperançoso assim
como minha mamãe.
Narrador: começa o segundo tempo...
Calado,
esperançoso, triste. Eram as características que eu posso garantir naquele
momento. VAIIIII!!!! QUASE!!!
Então
o lateral foi expulso por causa da burrada do time... Puxa vida, haja
sofrimento... Juro que pensei em pedir a conta... Mas alguma coisa me disse,
“Não, tenho que ficar, já sofri muito por causa desse time vagabundo para
nada”, meu pensamento era de raiva.
-
Jorginho...
-
Quê, mãe...
- Deixa
eu te falar...
Narrador: Olha o Carlos, cruzou...
iiii... olha lá , sobrou, iiii... GOLLLLLLL!
Fui
nas alturas, glorioso empatou com um a menos....Abracei minha mãe com força... Comecei
a cantar o hino com os demais torcedores, logo pensei, “Se o glorioso
desempatar (tem 35 minutos do segundo tempo já), tirarei a camisa e darei a
volta olímpica nessa praça cheio de skatista doidão, pronto” – A promessa
estava lançada...
De
repente, algo inesperado aconteceu, o time estrela solitária perdeu um jogador,
empate de número de jogadores... Será que isso era um sinal divino??? Fiquei
eufórico, comecei a olhar de relance para minha mãe, que estava nervosa do
mesmo jeito, mesmo querendo disfarçar.
Narrador: iiiii, a bola, sobrou
Never, o zagueiro, pegou o rebote e ......Caixote!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Automaticamente,
tirei a camisa gritando, isso não estava acontecendo, estava no paraíso... Comecei
a correr para fora do restaurante, imagina um cara de 30 kg a mais do ideal
correndo, dando a volta olímpica na praça lotada de skatistas... eu não estava
nem aí....- GLORIOSO! GLORIOSO!!!! *&¨%%%$##... todo mundo vendo aquele
doido,minha mãe, tadinha, feliz mas ao mesmo tempo preocupado por ter dado a
luz tendo como resultado um doido varrido.
Abracei
minha mãe, o juiz apitou o final do jogo. Esperanças voltaram, felicidade
voltou, alegria do povo era real. Glorioso está vivo e jogará com seu principal
rival na próxima rodada, Vaidoso.

Kkkk Adorei,kkkk!!!! Um bom entendedor, um pingo é letra!!!!!!!! Faltaram na história o RÁimundo e o Souto, q se nao tivesse com o joelho machucado, tbm correria com voce!!!!! Este blogueiro tem o dom!!!!! Bjsss
ResponderExcluirVc nao reparou, mas o "Souto" está aí... é o Moura... kkkk
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