quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O bicho Filé

O problema que vou abordar neste texto é mais do que um mísero probleminha pessoal, daqueles que você pode ir à psicóloga e discutir o assunto. É um fato social que poderia ter sido discutido, analisado profundamente por sociólogos como Giddens, Durkheim e outros, pois atinge todas as classes, todas as idades, todos os fenótipos possíveis.

Vocês, com certeza, devem ter se perguntado, pelo menos uma vez: Pernilongo é coisa de Deus?

É difícil demais! Você fica tentando entender certas coisas, se é para gente aprender a perdoar, aprender amar uns aos outros no mundo, não ficar pensando em atos criminosos, principalmente contra a vida. Então, porque Deus criou a porra do pernilongo?

É um tipo de ser vivo que não se consegue perdoar, nem amar. Só temos vontade de matar e nem isso a gente consegue na maioria das vezes, das batalhas entre quatro paredes. Existem linhas religiosas-filosóficas que acreditam que nós passamos por provas neste mundo para evoluirmos espiritualmente, então, se for assim, quem conheceu esse bichinho filho-da-puta está indo para o reino dos Céus com passagem de primeira classe.

Quem nunca ficou horas e horas à noite, planejando estratégias de guerra, depois de um dia daqueles, e está lá, sem dormir, tentando assassinar aquilo? Já ouviram falar que uma boa noite de sono não tem preço? Então, matar um pernilongo antes de dormir (ou vários) é garantir felicidade implícita diante de uma situação comum que, às vezes (ou muitas vezes,) não damos valor, que é nossa noite de sono.



Na natureza, observamos muitas coisas interessantes, situações entre fêmeas e machos de outras espécies que se assemelham ou se associam com situações de vida como as dos seres humanos. A leoa, por exemplo, cuida dos filhotes enquanto o leão vai procurar outra leoa, lembrando alguns caras cafajestes que eu conheço. Outro exemplo é a viúva negra, que transa com o macho mas é este que se fode depois, quando ela o come. Agora, reparem bem o pernilongo, que bicho escroto: O macho vem encher o raio do saco para a fêmea nos picar! É ele que vem no ouvido fazendo aquele barulho tradicional e irritante! E isso é tão fora de lógica que quando eu pergunto “qual é o sexo do pernilongo que acaba com as nossas noites com o barulhinho no ouvido?” a grande maioria responde que é a FÊMEA.

A situação é tão complexa que influencia até no mercado consumidor trazendo inúmeros produtos para aniquilar o dito cujo. Aquela raquete que eletrocuta o bicho até ele pensar em pedir arrego (só que a morte é fato) será, com certeza, minha próxima aquisição! Enquanto isso, o jeito é continuar lutando nessa guerra, fraco e prestes a me render pra esse bicho que é filé. FILÉ-DA-PUTA.


Bruno Farnese. Relações Públicas, filho de Roberto e Kátia. Adorador de carne e cerveja, odeia azeitona, perder no xadrez do avô ou na peteca da avó. Gosta de tentar escrever nas horas vagas. Reclamações e sugestões? Você pode segui-lo no Twitter @bfarnese ou no Facebook.

2 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...um dia antes das minhas fotos do convite eu dormi só 1h, pq os pernilongos qse me carregavam...ô barulhinho infernaaal!!!


    Lelé

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    1. Querida Lelé, obrigado pelo comentario! Fico feliz de saber q nao sou o unico q ja enfrentou este tipo de batalha na vida! kkkk bjos!

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