- Amor.
- Sim.
- O que você
ganhar de Natal?
- Ué, qualquer coisa.
- Qualquer coisa não vale. Me fala.
- Bom, pode me dar uma camisa do Galo.
- Não, nada de futebol.
- Tá, então me dá uma camisa qualquer.
- Mas que tipo de camisa?
- Camisa para eu trabalhar.
- Tipo pólo?
- Pode ser.
- Ah, mas você
tem muitas camisas pólo.
- Então me dá
uma camisa social.
- Que cor?
- Qualquer uma.
- Não tem essa cor.
- Então me dá uma amarela.
- Você não fica
bem de amarelo.
- Então me dá
uma verde.
- Nossa, verde?
- Que que tem?
- Nada.
- Ótimo.
- Não gosto de
verde.
- Então me dá qualquer uma. Menos azul.
- Azul é tão
bonito.
- Não acho.
- Ah, só porque
azul é do Cruzeiro?
- Não. Não
gosto de nada azul.
- Sei.
- Olha, qualquer camisa tá.
- Tá. E que
mais?
- Como assim ‘que mais’?
- Uma camisa tá
pouco. Que mais você
quer?
- Não sei.
- Nossa, assim é
complicado né?
- Olha, pode me dar qualquer coisa.
- Não, tem que ser algo que você esteja querendo.
- Então me dá
um aumento.
- Aumento de que? Atenção?
- Não, salário.
- Que saco hein? To querendo te agradar.
- Mas é o que eu quero. E o que eu estou
precisando.
- Sem ser isso, o que mais você quer?
- Eu quero que você me dê o que você
quiser.
- Meu Deus, como é chato! Não pode me falar o que quer
não?
- Não preciso de nada.
- Grosso.
- Não é isso. Eu não quero nada. Pode me dar o que quiser tá?
- Então fala que não quer nada. Não precisa gritar comigo.
- Eu não estou
gritando.
- GRITOU SIM!
- Tá bom, então. Desculpa.
- Que saco. To aqui tentando te agradar e fica aí me tratando desse jeito.
- Desculpa, já falei.
- Tá bom.
.- Vai ficar com raiva?
- Não.
- Ótimo.
- Mas é que é
difícil dar presentes
pra você.
- Não é não. Pode ser qualquer coisa do Galo. Ou dos Beatles. Ou qualquer coisa.
- Ah. Já sei o que vou te dar.
- Que bom,
vamos comer algo então?
- Você vai adorar meu presente.
- Tenho certeza disso.
- Quero até ver sua cara quando ganhar.
- Você verá.
Vamos comer.
- E não adianta
insistir. Não vou te
contar o que é.
- Fechado.
- Você não quer saber?
- Quero, mas no Natal eu descubro.
- Grosso.
- De novo?
- TÕ AQUI
QUERENDO TE AGRADAR E VOCÊ CONTINUA ASSIM. QUE SACO!
- Tá bom,
desculpa, mas é que
eu to com fome.
- Vamos.
- Comer?
- É. Não é o que você quer?
- É. Mas não
fica com cara fechada não tá? Já sabe o que vai me dar,
agora podemos ir comer né.
- Tá.
- Então vamos.
- Mas aqui. E pra sua mãe? O que eu dou?
show, kkkkk!
ResponderExcluir